O gol do futuro

futebol_bar

O costume já existe há tempo, mas era considerado coisa de boteco ou bar “pé-sujo” e portanto ficava restrito a periferia e locais menos favorecidos. Mas com a prática ganhando cada vez mais adeptos a cada 4 anos durantes as Copas do Mundo o hábito de ver jogos de futebol se estenteu até a pubs e bares mais refinados. Hoje até rodadas de campeonatos regionais são vistas regadas a chopp em bares.

E com o hábito vieram as regras de convivência e umas delas está em xeque desde o início das Transmissões Digitais: o radinho ou fone de ouvido durante os jogos.

Como nas Transmissões Digitais há um delay médio de 5 segundos (mas já vi delays com mais de 7 segundos) quem acompanha o jogo pelo rádio fica “sabendo” do gol antes. Os sem noção comemoram, outros se seguram, mas o fato é que quem usa o fone de ouvido acaba virando “referência” e cada jogada de seu time fica marcada por uma discreta espiadela no carinha com fone. Se ele se alterar, mesmo que esboçando o mínimo sorriso, feito… é gol… se continuar impassível seeeeegue o jogo.

Falo isso porque tem um bar perto da minha casa onde gosto de ver os jogos e, realmente, fica muito chato dois ou três torcedores gritarem gol antes de se ver o próprio chute pela TV. Até porque a cena seguinte é patética: você não sabe se pula e comemora junto ou se vê a jogada até o final pela TV. Geralmente você acaba se perdendo entre um e outro.

Há várias desculpas usadas pelos que defendem o uso dos fones, mas esta atitude acaba privando o prazer dos demais em ver e comemorar os gols do seu time em “tempo real” por assim dizer. Alguns lugares proíbem o uso de fones durante os jogos, mas são poucos pois uma “proibição” sempre é mal vista. Acredito que o que falta é bom-senso em perceber que se está estragando a diversão de outras pessoas, pois mesmo sendo um hábito particular é preciso pensar que se esta em um ambiente com mais pessoas e por isso afetadas pelos seus atos.

No fundo acho a atitude meio egoísta e acabo fazendo uso de outra prerrogativa em bares: a mesa é de quem chegar primeiro. Por isso prefiro que não usem os fones se estiverem na minha mesa. Até me atendem às vezes, mas sempre acabo passando por indelicado e no final um tiozinho lá no fundo do bar acaba gritando “gol”  mesmo assim.

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Sobre Mauricio Andreoli

Ex-goleiro, ex-solteiro convicto, um Diretor de Arte que precisa voltar a desenhar e um cozinheiro que precisa emagrecer. Enfim... um cara normal que tem alguns amigos, muitos conhecidos e nenhum inimigo. Já é uma vantagem!

Publicado em 20 de março de 2013, em Pessoal e Intransferível e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Mando MUITO bem Mau… Como sempre!

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